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CURSOS

Filosofia
AMOR DE SÓCRATES
com Antônio Kerstenetzky
De 06/11/2020 a 27/11/2020 - 16:30 - 18:00.

06, 13, 20, 27   NOVEMBRO  SEXTA        

16:30 às 18:00h    ONLINE

Valor R$ 160,00 com desconto 50% para estudantes.

 

Sócrates ama os homens ou o saber? Qual é o amor da vida de Sócrates? A resposta está em uma das mais belas teorias sobre o amor: a de Platão. Em busca do amor de Sócrates, leremos trechos clássicos, como a Alegoria da Caverna e o discurso de Diotima no Banquete.

 

Resumo do curso

 

Aula 1

Na Apologia, Sócrates remete sua atividade como filósofo a ordens de uma figura divina, um daimonion. A partir de uma apresentação da psicologia platônica, na República, veremos como essa figura misteriosa faz com Sócrates coisas típicas do amor.

 

Aula 2

Na Alegoria da Caverna da República, Sócrates oferece uma imagem da ascensão do filósofo, que o ascende da imagem e da opinião à contemplação das formas. O caminho é penoso: para percorrê-lo, o filósofo é arrastado do fundo da caverna em direção à luz, escarpa acima. Ao mesmo tempo, Sócrates mostra como em Atenas não há nada que conduza alguém por esse caminho de conhecimento. Então, o que explica que o próprio Sócrates seja filósofo? Sua explicação lacônica: seu daimónion, sua divindade protetora. Através da observação da relação de Sócrates com os jovens com quem dialoga na República, veremos como seu daimónion e o amor, confundindo-se, conduzem-no à filosofia.

 

Aula 3

No Grande Discurso do Fedro, Sócrates diz que o amor é responsável por uma “loucura”, sem a qual não há filosofia. Nessa aula, exploraremos como Platão mostra a filosofia como uma substituta da paiderastía, a instituição cultural grega de iniciação dos homens jovens na sociedade adulta através de relações eróticas com homens mais velhos. Sócrates revela o amor como uma força interna à alma, que a faz desejar o pertencimento ao cosmo, e propõe a filosofia como a prática mais capaz de dar à alma aquilo que ela verdadeiramente deseja – ao contrário da paiderastía, que satisfaz apenas impulsos sexuais, deixando cicatrizes na alma do jovem e corrupção na do homem mais velho.

 

Aula 4

No seu discurso no Banquete, Diotima mostra como o amor é uma marca da condição humana: não somos perfeitos como os deuses, mas somos capazes de conceber o que é a perfeição; não somos belos como o cosmo, mas desejamos ardentemente participar da beleza, que está ao nosso redor, no mundo. O amor é o daimónion do lugar intermediário, um desejo de ascensão; e a filosofia, se incapaz de nos fazer superar a condição humana, é a prática mais capaz de guiar nossas vida a uma ascensão por meio do desejo de conhecimento.



Núcleo: Filosofia
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