PROGRAMAÇÃO

SARAUS
LEITURAS KAZANTZAKIANAS II
Dia 09/04/2017 - 16 às 19h.
O sarau "QUATRO HOMENS NA VIDA DE KAZANTZAKIS" será no domingo , das 16h às 19h00 . Venha participar do sarau e mergulhar na obra de um dos principais escritores da Grécia, reconhecido mundialmente Nesse segundo encontro, serão lidos e debatidos alguns trechos da obra “ Testamento para El Greco”, todos contendo relatos sobre homens, que fazem parte da última obra escrita por Nikos Kazantzákis. O primeiro trecho trata de seu pai o Capitão Mihális; os demais narram, respectivamente, fatos ocorridos com o abade Mugnierquando de seu retorno a Creta, com seu amigo poeta Ângelo Sikelianósem Kifissiá perto de Atenas e com Albert Schweitzer em Berlim. O livro é uma autobiografia romanceada do autor, em tradução indireta (a partir do inglês) por Clarice Lispector.
 
9/4/2017 – 16h - recepção
                 - 16h30 - leitura e debate
                 - 19h - encerramento
Local: Rua dos Macunis 495
Realização: Sociedade Internancional dos Amigos de Nikos Kazantzakis (SIANK).
Apoio: Areté – Centro de Estudos Helênicos

Os interessados em ler os textos antes, poderão solicitá-los por email, seja da Areté ou da Siank: siank.brasil@gmail.com ou secretaria@arete.org.br

Doação sugerida R$10,00

2017 – Ano Nikos Kazantzakis
O Ministério grego da Cultura decidiu homenagear o grande pensador e homem de ação cretense proclamando 2017 “Ano Kazantzákis”, em comemoração aos 60 anos de seu falecimento, colocando sob a sua égide todas as manifestações.


 


Núcleo: Literatura e Idioma
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LEITURAS KAZANTZAKIANAS I
2017 - Ano Nikos Kazantzakis
Dia 10/03/2017 - 19h às 21h30.
O sarau "QUATRO MULHERES NA VIDA DE KAZANTZAKIS" será na sexta-feira, das 19h às 21h30. Venha participar do sarau e mergulhar na obra de um dos principais escritores da Grécia, reconhecido mundialmente Nesse primeiro encontro, serão lidos e debatidos alguns trechos da obra “ Testamento para El Greco”, contendo relatos sobre mulheres. O livro é uma autobiografia romanceada do autor, em tradução indireta (a partir do inglês) por Clarice Lispector.
 
10/3/2017 – 19h às 21h30
Local: Rua dos Macunis 495
Realização: Sociedade Internancional dos Amigos de Nikos Kazantzakis (SIANK).
Apoio: Areté – Centro de Estudos Helênicos

Os interessados em ler os textos antes, poderão solicitá-los por email, seja da Areté ou da Siank: siank.brasil@gmail.com ou secretaria@arete.org.br

Doação sugerida R$10,00

2017 – Ano Nikos Kazantzakis
O Ministério grego da Cultura decidiu homenagear o grande pensador e homem de ação cretense proclamando 2017 “Ano Kazantzákis”, em comemoração aos 60 anos de seu falecimento, colocando sob a sua égide todas as manifestações.


Núcleo: Literatura e Idioma
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Leitura dramática da peça Cristovão Colombo, de Nikos Kazantzakis
Dia 13/06/2015 - 16h às 18h30.
A SIANK - Sociedade internacional dos Amigos de Nikos Kazantzakis  em parceria com a Areté, realizam no próximo dia 13 de junho (sábado), às 16h, a leitura de trechos e comentários sobre a tragédia de Nikos Kazantzakis "Cristóvão Colombo".  Participem!

Núcleo: Literatura e Idioma
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SARAU AO SOM DE HARPA CELTA COM SILVIA RICARDINO
Dia 07/03/2015 - 16h30 às 18h30.

O Núcleo de Literatura e Idioma ocnvida para o sarau literário, no próximo sábado, com a participação especial da musicista Silvia Ricardino, que preparou especialmente um roteiro de Poesia e Música, "sons hipeerbóreos para embalar Apolo no inverno..."

A leitura de poemas e textos de Homero, Píndaro, Palamás, Kaváfis, Kariotákis, Sarandáris, Elitis, Dimitra Mandá, Kazantzakis, entre outros, entremeados com música, prometem momentos inesquecíveis. Participe!


 


Núcleo: Literatura e Idioma
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O Escudo de Aquiles
Dia 07/12/2013
Apresentação Stylianos Tsirakis

Na Ilíada de Homero temos uma descrição detalhada do maravilhoso escudo de Aquiles. Trabalho de fino labor, confeccionado pelo próprio deus Hefesto, o escudo traz imagens significativas mas pouco analisadas pelos estudiosos. Lá estão aspectos importantes para ao estudo da polis grega nos seus primórdios: o trabalho, o casamento e as festas bem como o exercício de justiça. Nosso estudo das imagens revela-se profícuo na medida em que nos permite revelar o mundo de Aquiles mas também a consciência que o grego tem de seu mundo enquanto experiência singular
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Giorgos Seferis
Dia 07/12/2013
Apresentação Dimitrios Zevelakis

Se de todos os poetas gregos modernos, escolhi o Giorgos Seferis - Prêmio Nobel em 1969 - não é, ou pelo menos não é somente, por causa da afinidade criada pela nossa profissão em comum, a diplomacia. É porque Seferis tem uma visão de tempo e de espaço, com tal clareza e lucidez, que lhe dá a possibilidade de enxergar os acontecimentos, mesmo os mais pessoais, com uma dimensão histórica. Onipresente na sua obra é a consciência da responsabilidade que todo grego sente. Eu vou ler um poema da coleção //Μυθιστόρημα Γ΄

Μέμνησο λουτρών οίς ενοσφίσθης
Ξύπνησα με το μαρμάρινο τούτο κεφάλι στα χέρια
Που μου εξαντλεί τους αγκώνες και δεν ξέρω πού να τ΄ακουμπήσω.
Έπεφτε το όνειρο καθώς έβγαινα από το όνειρο
Έτσι ενώθηκε η ζωή μας και θα είναι πολύ δύσκολο να ξαναχωρίσει.
Κοιτάζω τα μάτια. Μήτε ανοιχτά μήτε κλειστά
Μιλώ στο στόμα που όλο γυρεύει να μιλήσει 
Κρατώ τα μάγουλα που ξεπέρασαν το δέρμα.
Δεν έχω άλλη δύναμη.
Τα χέρια μου χάνουνται και με πλησιάζουν 
ακρωτηριασμένα.//

Recorda a sala de banho onde foste morto
Despertei com esta cabeça de mármore entre as mãos.
Cansa-me os cotovelos e não sei onde apoiá-la.
Caiu o meu sonho enquanto eu ia dele saindo
juntaram-se assim as nossas vidas e há de ser bem 
difícil separá-las de novo.
Contemplei-lhe os olhos: nem abertos nem fechados 
falo à boca o tempo todo prestes a falar
pego os zigomas que romperam a pele.
Já não tenho mais força
Minhas mãos desaparecem e voltam a mim
mutiladas

 
 
Mas Seferis está longe de ser vencido pelo peso da herança. Aliás, a consciência do papel de cada um no contexto histórico, não é condição para enfrentar os desafios de hoje com mais calma e fé? Momentaneamente ele contempla, e logo depois, se levanta e nos canta:

//Λίγο ακόμα
θα ιδούμε τις αμυγδαλιές ν' ανθίζουν
τα μάρμαρα να λάμπουν στον ήλιο
τη θάλασσα να κυματίζει
λίγο ακόμα,
να σηκωθούμε λίγο ψηλότερα.//

Um pouco mais
E veremos as amendoeiras em flor
o brilho dos mármores ao sol
o mar cheio de ondas 
um pouco mais,
elevemo-nos um pouco mais.
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Récita do poema de Parmênides
Dia 07/12/2013
 
 Apresentação Vicente de Arruda Sampaio

O célebre poema de Parmênides foi lido, seguindo-se a reconstituição prosódica e rítmica do grego antigo.
 
Composto em um momento da história grega de profundas mudanças no nível intelectual-espiritual, quando o homem grego deixava os âmbitos da tradição mítico-religiosa para adentrar as terras do pensamento racional, o poema de Parmênides é o grande espelho dessa passagem. Por um lado, em sua forma, ele imita a tradição épica de Homero e Hesíodo, quer seja no uso do hexâmetro, quer seja na inclusão de tópoi como a invocação de deuses. Por outro lado, em seu conteúdo, ele oferece novidades decisivas para o futuro do pensamento ocidental, como a primeira formulação do princípio de não contradição ("o que é, é; o que não é, não é") e a afirmação da identidade entre ser e pensar ("o mesmo é ser e pensar").
 
Como que num rito de evocação, a récita buscou trazer aos presentes um breve sopro dos ares que então animavam aquela que foi possivelmente a maior revolução por que já passou o intelecto humano. Rico momento de crise, em que religião, mito, poesia e pensamento racional distinguiam-se e confundiam-se ao mesmo tempo.
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Nikos Kazantzakis
7/12/2013
Dia 07/12/2013
Apresentação Monique Bouffis
 

Vou ler alguns trechos de livros de NIKOS KAZANTZAKIS, autor grego nascido na ilha de Creta e falecido em 1957.


O primeiro texto é de Zorba, o grego, obra magistral que é baseada em fatos reais. Kazantzakis havia conhecido um trabalhador de minas, em 1917, em Prastova, de quem ficou muito amigo. Curiosamente, um intelectual como Kazantzakis, torna-se admirador de um homem do povo, rústico, que o ensinou a aproveitar a vida, baseando-se nas coisas mais simples, como beber, comer, amar, cantar e dançar. O enredo baseia-se na história dessa amizade entre um personagem escritor e Zorba.


"Meu desejo indiscreto da manhã, de espionar e capturar o futuro antes que nascesse, apareceu-me subitamente como um sacrilégio.


Lembrei-me de uma manhã em que encontrei um casulo preso à casca de uma árvore, no momento em que a borboleta rompia o invólucro e se preparava para sair. Esperei algum tempo, mas estava com pressa e ele demorava muito. Enervado, debrucei-me e comecei a esquentá-lo com meu sopro. Eu o esquentava impaciente, e o milagre começou a desfiar diante de mim, em ritmo mais rápido que o natural. Abriu-se o invólucro e a borboleta saiu, arrastando-se. Nunca esquecerei jamais o horror tive então: suas asas ainda não se haviam formado, e com todo o seu pequeno corpo trêmulo corpinho, ela se esforçava para desdobrá-las.


Debruçado sobre ela, eu ajudava com meu sopro. Em vão. Um paciente amadurecimento era necessário, e o crescimento das asas se devia fazer lentamente ao sol; agora era muito tarde. Meu sopro havia obrigado a borboleta a se mostrar, toda enrugada, antes do tempo. Ela se agitou, desesperada, e alguns segundos depois, morreu na palma de minha mão.


Creio que esse pequeno cadáver é o maior peso que tenho na consciência. Pois, compreendo atualmente, é um pecado mortal violar as leis da natureza. Não devemos apressar-nos, nem impacientar-nos, mas seguir com confiança o ritmo eterno."


[Kazantzakis,Nikos. Zorba o grego. Trad.Edgar Flexa Ribeiro e Guilhermina Guinle. RJ Nova Fronteira, 1974, p.151].

***

Em segundo lugar, trago um fragmento do romance O Cristo Recrucificado, em que há a narração de uma história, uma mini história, que fala sobre o sonho da personagem do padre Photis, enquanto velava o corpo assassinado de Manolios, o Cristo:


(O Padre Photis) "Teve um sonho: ele perseguia, em volta de uma árvore verde e frondosa, um pequeno pássaro amarelo, uma espécie de canário; a perseguição começava quando era ainda bem criança; os anos se passavam, ele crescia, tornava-se rapaz, depois homem feito; os cabelos e o bigode, a princípio negros como azeviche, embranqueciam pouco a pouco; ele envelhecia e continuava a perseguir o pássaro amarelo, e este, voando de galho em galho, cantando, escapava-lhe sempre...


Esse sonho não durou mais que um relâmpago; porém, quando o Padre Photis, sobressaltado, abriu os olhos, teve a impressão de ter vivido milhares de anos e perseguido há milhares de anos, sem nunca se cansar, com um impulso sempre renovado, um pequeno pássaro inatingível, que parecia um canário. Mas, no fundo de si mesmo, o Padre Photis sentia que aquele pássaro amarelo – que ora assobiava zombeteiro, ora cantava com êxtase, a cabeça voltada para o céu – não era um canário.


Kazantzakis, Nikos. O Cristo recrucificado. São Paulo:Nova Fronteira/Círculo do Livro, s/d, [Tradução de Guilhermina Sette], p.415.

***

Em terceiro lugar, vou ler parte de uma entrevista, em que perguntavam a Kazantzakis como era o seu processo criativo, em quê se baseava para ter as idéias para os enredos ou a inspiração para as poesias. Ele, como todo homem sábio, falou através de uma parábola:


"Talvez vocês já tenham visto como o bicho-da-seda tece o seu casulo. Ele devora as folhas da amoreira com avidez durante cerca de um mês. Atinge o comprimento de um dedinho e bruscamente para de comer. De marrom acinzentado tornou-se amarelado; o organismo dele é a sede de uma profunda transformação: a pele fosca tornou-se transparente, as entranhas viraram seda. Ele começa a oscilar a cabeça de um lado para o outro, muito lentamente: um fio quase invisível sai-lhe da boca e a construção do casulo começa. Em alguns dias essa casca é tecida com uma segurança infalível. Ele se fecha nela, em forma de crisálida, e espera a primavera. Então faz um buraco na sua tumba e dali sai uma borboleta branca com olhinhos negros. Sinto-me como um bicho-da-seda quando escrevo um livro. A razão, o racional, não desempenha m ais o papel principal. Não faço planos, eles são feitos sem que eu saiba. Não me preocupo onde encontrar as aventuras de meus personagens. Cada manhã, ao começar o trabalho, não sei o que vou escrever. Mas não me preocupo, pois sei, inconscientemente, que tudo está pronto dentro de mim. Só tenho que extraí-lo.".


[Kazantzakis Nikos: entrevista a Pierre Sipriot, Radio France, 1957 - trad. do francês feita por Silvia Ricardino].

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Konstantino Kavafis
Dia 07/12/2013
Apresentação Aspásia Papazanakis e Viktor Salis
 

Ιθάκη

Σὰ βγεῖς στὸν πηγαιμὸ γιὰ τὴν Ἰθάκη,
νὰ εὔχεσαι νά ῾ναι μακρὺς ὁ δρόμος,
γεμάτος περιπέτειες, γεμάτος γνώσεις.
Τοὺς Λαιστρυγόνας καὶ τοὺς Κύκλωπας,
τὸν θυμωμένο Ποσειδῶνα μὴ φοβᾶσαι,
τέτοια στὸν δρόμο σου ποτέ σου δὲν θὰ βρεῖς,
ἂν μέν᾿ ἡ σκέψις σου ὑψηλή, ἂν ἐκλεκτὴ
συγκίνησις τὸ πνεῦμα καὶ τὸ σῶμα σου ἀγγίζει.
Τοὺς Λαιστρυγόνας καὶ τοὺς Κύκλωπας,
τὸν ἄγριο Ποσειδῶνα δὲν θὰ συναντήσεις,
ἂν δὲν τοὺς κουβανεῖς μὲς στὴν ψυχή σου,
ἂν ἡ ψυχή σου δὲν τοὺς στήνει ἐμπρός σου.
Νὰ εὔχεσαι νά ῾ναι μακρὺς ὁ δρόμος.
Πολλὰ τὰ καλοκαιρινὰ πρωινὰ νὰ εἶναι
ποῦ μὲ τί εὐχαρίστηση, μὲ τί χαρὰ
θὰ μπαίνεις σὲ λιμένας πρωτοειδωμένους.
Νὰ σταματήσεις σ᾿ ἐμπορεῖα Φοινικικά,
καὶ τὲς καλὲς πραγμάτειες ν᾿ ἀποκτήσεις,
σεντέφια καὶ κοράλλια, κεχριμπάρια κ᾿ ἔβενους,
καὶ ἡδονικὰ μυρωδικὰ κάθε λογῆς,
ὅσο μπορεῖς πιὸ ἄφθονα ἡδονικὰ μυρωδικά.
Σὲ πόλεις Αἰγυπτιακὲς πολλὲς νὰ πᾷς,
νὰ μάθεις καὶ νὰ μάθεις ἀπ᾿ τοὺς σπουδασμένους.
Πάντα στὸ νοῦ σου νά ῾χεις τὴν Ἰθάκη.
Τὸ φθάσιμον ἐκεῖ εἶν᾿ ὁ προορισμός σου.
Ἀλλὰ μὴ βιάζεις τὸ ταξίδι διόλου.
Καλλίτερα χρόνια πολλὰ νὰ διαρκέσει.
Καὶ γέρος πιὰ ν᾿ ἀράξεις στὸ νησί,
πλούσιος μὲ ὅσα κέρδισες στὸν δρόμο,
μὴ προσδοκώντας πλούτη νὰ σὲ δώσει ἡ Ἰθάκη.
Ἡ Ἰθάκη σ᾿ ἔδωσε τ᾿ ὡραῖο ταξίδι.
Χωρὶς αὐτὴν δὲν θά ῾βγαινες στὸν δρόμο.
Ἄλλα δὲν ἔχει νὰ σὲ δώσει πιά.
Κι ἂν πτωχικὴ τὴν βρεῖς, ἡ Ἰθάκη δὲν σὲ γέλασε.
Ἔτσι σοφὸς ποὺ ἔγινες, μὲ τόση πεῖρα,
ἤδη θὰ τὸ κατάλαβες οἱ Ἰθάκες τὶ σημαίνουν.

Ítaca

(tradução Aspasia Papazanakis)

Quando partires para Ítaca,
Deseja que seja longo o caminho,
rico em aventuras e conhecimentos.
Não temas os Lestrigões nem os Cíclopes,
nem a cólera de Possêidon.
Nunca os encontrarás em teu caminho,
se mantiveres teu pensamento elevado,
e se não deixares tua alma e teu corpo serem tocados
por emoções indignas.
Não encontrarás os Lestrigões nem os Ciclopes,
nem o selvagem Possêidon,
se não os trouxeres dentro de ti mesmo,
se teu coração não os erguer à tua frente.
Deseja que seja longo o caminho.
Que numerosas sejam as manhãs de verão
Nas quais, com satisfação e com alegria,
entrarás em portos que conhecerás pela primeira vez.
Visita as lojas fenícias
e compra suas belas mercadorias,
madrepérola e coral, âmbar e ébano,
e mil tipos de perfumes sensuais.
Compra o mais que puderes destes inebriantes perfumes.
Visita muitas cidades egípcias,
para que aprendas avidamente com seus sábios.
Tem sempre Ítaca em tua mente.
Chegar lá é teu destino.
Mas não te apresses na tua viagem.
Melhor será que ela dure muitos anos
e que, velho enfim, chegues na ilha,
rico com tudo que ganhastes no caminho,
sem esperar que Ítaka te desse riquezas.
Ítaca te deu a (mais) bela viagem.
Sem ela tu não terias te posto a caminho.
Mais que isto, ela não pode te dar.
Se a achares pobre, Ítaca não te iludiu.
Sábio assim como te tornastes com tantas experiências,
Enfim compreenderás o que significam as Ítacas.

 
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