A literatura grega expressa-se numa língua de poucos falantes, mas duradoura e ininterrupta, compondo uma só obra, monumental, que nunca se interrompe. A propósito disso, em 1979, ao receber o Nobel de Literatura, o grande escritor Odisseas Elytis disse em seu discurso: A mim foi dado escrever numa língua que é falada apenas por alguns milhões de pessoas. E, além disso, numa língua que é falada por 2.500 anos, sem interrupção e com diferenças mínimas. Menciono isso não para me gabar, mas para mostrar as dificuldades que enfrenta um poeta ao utilizar, para as coisas mais amadas, as mesmas palavras que utilizavam uma Safo ou um Píndaro, por exemplo.
O Núcleo de Literatura do ARETÉ ocupa-se da literatura grega em geral, realizando saraus, palestras, estudos e, paralelamente, abriga a seção brasileira da SIANK, um organismo internacional dedicado ao estudo e à difusão da obra do escritor cretense Nikos Kazantzákis.
Coordenadoras
Aspásia Papazanakis – Psicóloga, professora da Faculdade de Psicologia da UNIP e membro da Sociedade Internacional dos Amigos de Nikos Kazantzakis.
Grupo de Estudos da Literatura Grega Moderna
Coordenação: Silvia Ricardino
Sociedade Internacional dos Amigos de Nikos Kazantzakis – Siank
Coordenação: Marisa Ribeiro Donatiello
A Medeia de Eurípides, representada pela primeira vez em 431 a.C., inspirou Paulo Pontes e Chico Buarque a criarem Gota d’Água, em 1975.
Separadas por cerca de 2.400 anos e 10.000 quilômetros, Medeia e Joana, assim como o Jasão grego e o Jasão brasileiro, foram calcados nos mesmos moldes, identificando-se nas atitudes e, sobretudo, nas paixões.
Em nosso Café Literário, vamos explorar essas conexões entre a tragédia grega e o teatro brasileiro.
Com Silvia Ricardino + participação da Cia. Teatral Energós
Evento gratuito – vagas limitadas
28 de março (sábado)
16h às 18h
Areté – Centro de Estudos Helênicos
Rua Simpatia, 257 – Vila Madalena
Inscrições pelo formulário – https://forms.gle/zBGfRRThYZ8xUKPA7
Data: 28/03/2026